Caso Thayná: Polícia Civil fará reconstituição do crime

O secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, disse que os próximos passos da investigação da Polícia Civil no Caso Thayná será a reconstituição do crime. Contudo, ainda não tem data para acontecer. Para o secretário, a reconstituição será importante para esclarecer, por exemplo, como a garota “escapoliu” rapidamente do carro, como conta o acusado do crime.

Na manhã desta terça-feira (14), a Polícia apresentou Ademir Lúcio Ferreira, apontado como o sequestrador da menina Thayná Andressa, de 12 anos. O sequestro aconteceu em Viana. Ademir foi preso na madrugada de segunda em Porto Alegre e chegou na noite de ontem (13) a capital do Espírito Santo.

Ainda na manhã desta terça-feira Ademir Lúcio Ferreira de Araújo foi apresentado à imprensa, mas não respondeu a perguntas, dizendo apenas que falaria em juízo. “O que tenho dizer é só em fase judicial, com o judiciário, que vai resolver. Não tenho que falar nada com a sociedade, só com a Justiça. É um direito constitucional meu”, disse.

“Ele é um artista e tem uma mente muito criativa. Ele já veio com a história dele montada. Quis me convencer que a menina do dia 14 o seduziu. Depois quis me convencer que Thayná sofreu um acidente e que ele até tentou ajudar”, considerou o delegado José Lopes. O acusado foi interrogado durante três horas.

Cauculista

De acordo com o delegado da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, José Lopes, após depoimento, que levou mais de três horas, Ademir afirmou que Thayná sofreu um acidente e caiu em um lago, numa localidade rural de Viana. Mesma versão que sustentou em um vídeo divulgado quando foi preso em Porto Alegre. Lopes ainda afirmou que Ademir é calculista e disse não ter utilizado nenhuma arma no crime.

O suposto assassino será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Viana. Ele deve ficar em uma ala separada dos outros presos. Além do crime que está sendo acusado, Ademir também responde pelo estupro de uma menina de 11 anos, que cometeu três dias antes de sequestrar Thayná.

O secretário de Segurança pública do Estado, André Garcia, alertou para outras vítimas que Ademir possa ter feito no estado. Sobre a possibilidade de encontrar a menina Thayná com vida, Garcia acredita que as chances são remotas.

Ossada

O material genético de Clemilda, mãe de Thayná, já foi coletado. A partir de agora, um exame de DNA será feito para identificar se a ossada encontrada em Viana é realmente de Thayná.

Direto da Redação, com informações do repórter Vitor Zucolotti