O mel das abelhas sem ferrão

A produção de mel de abelhas sem ferrão, das espécies jataí e uruçu, vem motivando esperança de bons negócios entre apicultores tradicionais de Viana. A atividade de produção de mel com essas abelhas sem ferrão, chamada de meliponicultura, poderá representar uma boa alternativa para os apicultores, considerando fatores como baixo custo de produção e o bom preço do produto.
Guilherme Wilson Cardoso, do Assentamento Jucuruaba, faz parte da Associação Vianense de Apicultores. Ele é um dos que resolveram diversificar e investir na meliponicultura. A experiência tem sido animadora. “Como não tem ferrão o investimento é menor, tornando a atividade mais simples e viável do que a criação das abelhas com ferrão. Não é preciso investir em roupas especiais, nem em outros equipamentos de proteção, pois as abelhas podem ser criadas no quintal de casa em pequenos espaços; são inofensivas”, desta.
Guilherme Cardoso, que também trabalha com abelhas africanas (com ferrão), ponderou que a produção a das abelhas sem ferrão é bem menor que a das abelhas com ferrão. Todavia, o produto, a exemplo do mel da abelha uruçu, é bem mais valorizado. Isso, segundo ele, juntamente com o baixo custo e facilidade de manejo, pode fazer a diferença e ser compensador.
Outro detalhe, conforme contou, é que as abelhas jataí e uruçu são nativas do Brasil e facilmente encontradas em todas as regiões de Viana. Para ele, esse é mais um fator positivo nessa experiência, que, acredita, poderá trazer renda extra para os apicultores locais.

Serviço

Contato com o produtor Guilherme Cardoso: 99945-4053 / 99957-0078. Sua  propriedade está localizada no Jucuruaba, próximo à fazenda do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

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