Jovens no comando: Eles estão mandando bem nos negócios

Jovens gerentes, sócios e até diretores de grandes empresas. Uma realidade cada vez mais comum no mundo corporativo. As novas gerações já estão em cargos decisórios ou estão de olho neles.
Segundo a coach da Rhopen Consultoria, Jaciara Pinheiro, essa é uma tendência no mundo atual. “A pouca idade não é empecilho para as empresas e esse tipo de liderança veio para ficar. Os jovens possuem características muito peculiares como, por exemplo, o pensamento estratégico, a ousadia para quebrar paradigmas e a curiosidade para explorar o novo”, avalia.
A psicóloga e diretora da Curry Coach, Gisélia Curry, concorda que os jovens estão preparados para assumir o comando das empresas. “No Brasil, cada vez mais empresas estão apostando em lideranças mais jovens, que trabalham de uma forma mais ágil, digital e conectada com mídias sociais. São gestores preparados para um mundo mais rápido, muito mais conectado, onde as informações, os dados e os negócios acontecem em um ritmo de horas ou minutos”, afirma.


RaphaelRaphael Cassaro

Com apenas 32 anos, Raphael Cassaro é Diretor Executivo da Argalit, uma empresa de tintas e revestimentos, onde comanda uma equipe de 142 funcionários. Ele começou a atuar na empresa aos 17 anos. “Passei por vários setores, algo como um trainee. Num dado momento, meu pai montou um outro negócio e precisou se ausentar por um tempo. Naturalmente fui assumindo a empresa e, com o tempo, ele foi me delegando outras funções”, revela.
Raphael diz que o trabalho do pai sempre o fascinou e, de alguma forma, buscava acompanhar tudo de perto. “Desde pequeno eu sabia que queria perpetuar a empresa que o meu pai estabeleceu. Quando comecei a trabalhar, foquei em assumir as funções e entender cada vez mais do negócio. Nunca faltou paixão, comprometimento e muita humildade para seguir em frente. Meu pai sempre me deu espaço para mostrar minha capacidade e sempre me apoiou muito”, diz ele orgulhoso do pai.


Fernao ChabFernão Chab

Acreditar no potencial e ter tranquilidade são características que levaram Fernão Chab a ocupar o cargo da liderança. Ele começou a trabalhar na Rede Atlântica Hoteis como mensageiro, atuou em diversas áreas e a primeira gerência veio aos 27 anos. Hoje, aos 35 anos, ele ocupa o cargo de gerente geral do Quality Hotel Aeroporto Vitória. “Nunca busquei cargos e sim qualificação na área. Por isso, ter chegado até a gerência é uma satisfação.
Chab viu-se encantado com a hotelaria ainda durante a faculdade de turismo. “Quando iniciei a faculdade de Turismo com ênfase em Hotelaria, uma das aulas tratou sobre o assunto de hotelaria e sua essência. Como no turismo, comercializamos o intocável, a experiência, achei isso de grande valor e busquei me aperfeiçoar”, afirma.
Mas a carreira na hotelaria nem sempre foi fácil. “Lembro que no ano 2000 fiz contatos com alguns hotéis na cidade de Bauru (SP) em busca de um estágio. Foi onde um hotel da cidade abriu as portas para mim, iniciei como estagiário na recepção/mensageria. Após o período de estágio, fui contratado como mensageiro, depois fui para a recepção, supervisor de recepção, gerente de serviços, gerente de Desenvolvimento e por último, Gerente Geral (cargo que ocupo desde 2007). Durante todo esse tempo, tive a experiência de passar por vários tipos de hotéis, de cidades e estados diferentes. Posso afirmar que valeu a pena, eu amo a hotelaria”, finaliza.


Paula ZonPaula Rody

Paula Rody também já trilha o caminho da liderança. A arquiteta, de apenas 23 anos é executiva trainne na Incortel, uma empresa que desenvolve hotéis da rede americana Best Western no Brasil. Ela se prepara para assumir um cargo de responsabilidade: a direção da empresa. “Minha intenção é assumir a direção daqui a 3 anos. Para isso estou conhecendo todos os processos e departamentos que existem dentro da empresa e em paralelo busco me aperfeiçoar no meu segmento. Faço MBA em Gestão Empresarial e inglês intensivo”, afirma Paula.
Apesar de fazer parte de uma empresa familiar, Paula fala que os pais sempre deram liberdade para escolher a profissão. “Minha mãe é a grande inspiradora. Desde pequena ela me passou a sua paixão pelo trabalho. Mesmo conhecendo pouco a profissão, eu já desejava aquele universo para mim”.


Luiz-Antonio-LorenzonLuiz Antonio R. Lorenzon

Luiz Antônio Lorezon é filho de um dos seis acionistas da empresa Lorenge. Mas sua carreira profissional não começou por ali. Enquanto os irmãos se formaram em Engenharia Civil e Arquitetura, ele optou pelo Direito. Mas, na faculdade ele sempre preferiu matérias como Direito Comercial, Tributário e Trabalhista. O contato com os assuntos ligados a empresas acabou levando-o à Lorenge. “Sempre soube que era primordial ter experiências em outras empresas e, por isso, trabalhei em um escritório de advocacia. Depois segui para outro, que defende a Lorenge há quase 20 anos. Esse contato direto com as causas da nossa empresa me fez conhecê-la melhor e incrementar meu desejo em querer contribuir para seu desenvolvimento”, explicou.
Com maturidade na advocacia privada e capacitação internacional, Luiz Antônio foi convidado a integrar a equipe da Lorenge, onde atua como Superintendente Jurídico, aos 30 anos de idade. “Aceitei esse desafio depois de ponderar a vontade de contribuir para o crescimento de algo que é fruto de tanto amor e esforço de meu pai e meus tios. Não tenho dúvidas que a sucessão da primeira geração de Lorenzon’s será natural e bem sucedida, graças à mentalidade e às ações instituídas pelos acionistas originários, complementado pelo capital humano altamente qualificado de meus primos, irmãos e profissionais de mercado que hoje dividem espaço comigo na empresa”.

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