Caminhão que provocou acidente em Mimoso do Sul foi multado 24 vezes em vias federais

De acordo com os últimos dados levantados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre a tragédia na BR 101, em Mimoso do Sul, que deixou 11 pessoas mortas, no último domingo (10), a carreta que provocou o acidente estava envolvida numa série de irregularidades.

O estudo da PRF indicou que a velocidade do veículo no momento do acidente, segundo leitura do tacógrafo, era de 110 km/h, quando no local a velocidade máxima é de 80 km/h.

Além disso, o veículo não possuía a adaptação necessária, exigida pela Resolução nº 354/2010 do Contran, para transportar chapas de granito. Segundo os policiais, o cavalete não estava fixado no chassi. O motorista do caminhão também não apresentou comprovação de formação exigida para esse tipo de transporte, conforme a mesma resolução.

Como a carga de granito foi derramada na pista no acidente, não foi possível pesá-la. Foi realizada então a pesagem do veículo e o resultado foi somado ao peso declarado na nota fiscal, resultando em um excesso de peso transportado de 1.913 kg.

Se não bastasse todo histórico de irregularidades, a PRF revelou que o veículo já foi autuado pela 24 vezes e, desde que está em nome da proprietária atual (16/06/2015), 13 vezes. As infrações foram:

– Conduzir o veículo com descarga livre (1).
– Conduzir o veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança (1). Para-brisa dianteiro trincado na área crítica de visão do condutor, 2 pneus lisos e sem dispositivo silencioso.
– Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% (3).
– Evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio (5).
– Deixar de guardar distância de segurança lateral/frontal entre seu veículo e demais e ao bordo da pista (1).
– Conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado (1).
– Conduzir o veículo com registrador de velocidade/tempo viciado/defeituoso(1).

O motorista do caminhão também colecionava multas. Ele foi autuado pela PRF 11 vezes desde 2015. As infrações foram:

– Conduzir o veículo com característica alterada. Suspensão alterada.
– Conduzir o veículo com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante (Para-choque traseiro quebrado)
– Conduzir o veículo com equip obrigatório em desacordo com o estab pelo Contran. CRONOTACÓGRAFO NÃO AFERIDO PELO INMETRO.
– Conduzir o veículo com característica alterada. COM SUSPENSÃO TRASEIRA EM DESACORDO COM A RES. 479/14.
– Evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio. Fato documentado por registro fotográfico.
– Conduzir o veículo com característica alterada. Calços instalados na suspensão traseira, elevando a carroceria.
– Conduzir veículo com vidro total/parcialmente coberto por película, painéis/pintura (Peliculas irregulares em todos os vidros, inclusive para-brisa, com chancelas ilegíveis quanto ao nome do fabricante/instalador).
– Conduzir o veículo com defeito no sistema de iluminação, sinalização ou lâmpadas queimadas.
– Conduzir o veículo com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo Contran. (Certificado do tacógrafo vencido desde 2015, disco-diagrama vencido).
– Conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado.
– Conduzir o veículo com a placa violada/falsificada. (Parte superior da placa traseira faltando, acima da tarjeta);

Direto da Redação, com informações da PRF
Record News ES / Rede SIM