Artesãs levam a cultura de Aracruz para todo o Brasil

Um Programa que impulsionou a vida de várias pessoas direta e indiretamente. Esse é o Espírito das Águas, uma parceria entre o Sebrae e a Fibria, que valoriza a identidade das artesãs capixabas das comunidades de Barra do Riacho e Santa Cruz, em Aracruz.
Tudo começou em 2013 e com a coordenação geral do designer Renato Imbroisi, que atuou ainda como consultor do projeto. Para começar, foram realizadas oficinas de criação e design para as artesãs participantes. A produção das mulheres também é acompanhada sistematicamente pela consultora e artesã capixaba Jacqueline Chiabai.
O programa dá visibilidade e valoriza a região de Aracruz, com suas belas paisagens sempre presentes, de alguma forma, nos trabalhos criativos feitos em diversos materiais como conchas, crochês e outros.
“Com ações focadas em pesquisas de tendências e demandas de mercado, gestão e inovação, o renomado designer Renato Imbroisi uniu sua experiência ao talento das habilidosas artesãs. Assim nasceu a coleção Espírito das Águas”, explica o diretor de atendimento do Sebrae ES, Ruy Dias de Souza.

Crescimento
Jacqueline Chiabai conta que foi convidada pra fazer o acompanhamento, porque não basta ter somente o design, mas também o acompanhamento para que o projeto continue e cresça.
“Queremos dar uma viabilização do produto, elaborando todo o processo até o momento em que ele chega ao mercado. Faço o acompanhamento mensal, para aprimorar a técnica e qualificar o produto. Trabalhamos com muita estrutura e cuidado. A gente sempre pensa no começo e no meio, mas nunca no fim. Queremos que esse trabalho tenha continuidade”.
A artesã afirma ainda que por conta da atuação do Renato, o projeto tem um grande destaque nacional, com participações em grandes feiras no Espírito Santo e no Brasil, como a Craft Design, em São Paulo.
“Vimos que o desenvolvimento do artesanato local ganhou uma expressividade. Hoje, elas estão presentes em grandes feiras de artesanato. A população capixaba já conhece o artesanato de Aracruz. Sabemos que a consolidação financeira de um grupo é lenta porque o projeto tem altos e baixos, mas elas estão crescendo e pretendemos continuar assim”, conclui Jacqueline.

COMPARTILHAR